Trump decreta luto por Dolly Parton e ordena bandeiras a meio-mastro
Presidente americano chamou cantora de insubstituível e determinou homenagem nacional por uma semana após morte da artista aos 80 anos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (25) que as bandeiras americanas ficarão hasteadas a meio-mastro por uma semana em homenagem à cantora Dolly Parton, morta aos 80 anos. A determinação foi publicada por Trump na rede social Truth Social horas depois da confirmação da morte da artista pela família.
Segundo o G1 e o Metrópoles, o gesto simbólico começou a valer a partir das 18h (horário local) desta terça e vale em todo o território americano. É o tipo de protocolo que costuma ser reservado a figuras de peso na história recente do país, e mostra o tamanho da repercussão em torno da morte de Parton.
O que Trump disse sobre Dolly Parton
Na publicação, Trump descreveu Dolly como uma cantora sem equivalentes e disse que sua morte é sentida por multidões de fãs. "Nunca houve ninguém como ela, e nunca haverá", escreveu o presidente, segundo trecho reproduzido pelo G1 e pelo Metrópoles.
Ele também justificou a decisão de hastear as bandeiras a meio-mastro como forma de reconhecimento público à artista, encerrando a mensagem com votos de descanso e uma frase de despedida direta.
Uma homenagem que não tem relação política
O Metrópoles chama atenção para um detalhe que ajuda a entender a repercussão da homenagem: Dolly Parton nunca declarou apoio a Trump nem a qualquer outro político. Ao contrário, construiu a carreira evitando se posicionar publicamente sobre pautas partidárias.
Em entrevista ao podcast biográfico sobre sua trajetória, concedida em 2019 e citada pelo veículo, a cantora explicou o motivo dessa escolha. "Eu não falo de política. Tenho fãs demais dos dois lados do espectro político. Claro que tenho minha opinião, mas aprendi há anos a ficar calada sobre essas coisas", disse ela na ocasião.
Essa postura de neutralidade ao longo de décadas de carreira é um dos motivos pelos quais a homenagem presidencial gerou comentários: trata-se de um gesto de Estado para uma artista que nunca se filiou a nenhum campo político.
Como e quando Dolly Parton morreu
A morte foi confirmada pela família da cantora em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira. Bryan Seaver, sobrinho de Dolly e responsável por sua segurança, afirmou que o próprio anúncio havia sido pedido pela artista ainda em vida, segundo reprodução do G1.
"A tristeza fica conosco, não com a Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus", disse Seaver no vídeo, acrescentando que a cantora estaria reunida com o marido, Carl Thomas Dean, morto em março de 2025, e com os pais.
Dolly enfrentava problemas de saúde havia meses. Segundo o Metrópoles, ela cancelou apresentações previstas no Tennessee e em Las Vegas no início de agosto por orientação médica, além de ter enfrentado uma infecção renal nos meses anteriores. Em entrevista à revista People publicada em 21 de agosto, a cantora já havia admitido que negligenciou a própria saúde enquanto cuidava do marido doente.
O legado de Dolly Parton na música
Nascida no Tennessee, Dolly construiu uma carreira que ultrapassou as fronteiras do country, gênero em que se consagrou. Com mais de três mil composições, ela transitou também pelo pop, pelo bluegrass e pela era disco, tornando-se uma das figuras mais reconhecíveis da cultura americana.
Entre seus maiores sucessos estão "Jolene" e "9 to 5", regravadas por artistas como Beyoncé e Tina Turner ao longo dos anos. Ela também é autora de "I Will Always Love You", canção que se tornou um hino global na voz de Whitney Houston na trilha sonora do filme O Guarda-Costas.
O que esperar dos próximos dias
A semana de luto simbólico decretada por Trump segue em vigor em todo território americano, mas nenhuma das fontes menciona cerimônias oficiais adicionais, funeral público ou pronunciamentos de outras autoridades até o momento. Também não há informação sobre eventuais homenagens fora dos Estados Unidos.
Para o público brasileiro, a expectativa agora é por reações de artistas que trabalharam com Dolly Parton ou foram influenciados por ela, além de possíveis homenagens em premiações e emissoras de TV nos próximos dias. Até a publicação desta nota, nenhum veículo havia confirmado data ou formato de um funeral, informação que deve ser atualizada assim que a família da cantora se manifestar novamente.
Fontes consultadas
Leia também: a editoria de saúde do Folha R e as reportagens de tecnologia do Folha R.


